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Não venha me dizer que está GORDA!

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Eu sei que a sociedade cobra muito de todas nós. Que muitas vezes ter pneuzinho já é motivo pra um monte de neuras. Eu juro que entendo isso.
Mas uma coisa muito chata é você ser gorda e (no meu caso 95 quilos hoje, depois da dieta, e de várias mulheres muito mais do que isso) uma gata com alguns quilinhos acima do peso, uns pneuzinhos e vir dizer que tá gorda. Não, por favor!

Sério gente! É muito muito muito muito muito ruim.

Existe sim a pressão sofrida pela estética. Mas existem muitas mulheres que querem se incluir entre as gordas por questão baixa auto estima, porquê se incluir entre as gordas é se diminuir, é ter o corpo “feio”. Não, não é mesmo! Gorda, não é ter dobrinhas na barriga ou estar flácida. Não é não se encaixar no que a revista Marie Claire mostra, vai além!

A repulsa pelo corpo gordo tá entranhado na cabeça de muita gente, inclusive nas próprias mulheres gordas. Ao contrário do que muita gente pensa, não é normal que magras sejam o padrão e o corpo diferente disso seja marginal. Não é uma escolha consciente achar que o corpo magrinho é perfeito, é uma escolha pautada por uma bucetada de fotos, revistas e propagandas que bombardeiam a gente desde criança dizendo que aquilo é bonito. Mas acontece que nós gordas estamos aqui, somos lindas e temos sentimentos. Mulheres reais, sem photoshop e dietas loucas.

Não existe um lugar comum que diga: a partir daqui você é gorda. Mas acho que é questão de bom senso. Não é porquê você acha que o corpo tá feio ou tem vergonha de mostrar a barriguinha que você é  obesa. Imagina que abuso uma menina com seus 70kg vir me dizer que tá obesa. Véi, eu sinto que vou afundar! Eu sinto que eu vou explodir!!

Então vamos ao menos tentar respeitar um pouquinho os sentimentos de quem realmente sofre com consequências muito além da estética todos os dias.


Série Digna – Drop Dead Diva

BPG Drop Dead Diva

Eu sou daquelas que preciso trabalhar, estudar, fazer trabalhos manuais, ou qualquer outra coisa ouvindo música ou assistindo algo (e de preferência conversando e discutindo com alguém). A maioria das pessoas diz que desconcentra, eu digo que preenche uma espécie de lacuna, fazer uma coisa só me deixa com a sensação de improdutividade e fico inquieta, me levantando o tempo todo. E foi por causa dessa inquietação que cheguei ao Drop Dead Diva. Tem no Netflix, que é meu amigo de todas as horas!

Não vou ficar dando termos técnicos da série. Quando lançou ou quem foram os atores vocês acham fácil no google.

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A série mostra uma garota totalmente dentro dos padrões de beleza (loira, alta, magra, modelo) que sofre um acidente de carro e morre. Mas por conta de uns babado lá, ela retorna no corpo de uma advogada super inteligente, ocupada e NADA vaidosa! Sim, me identifiquei com a advogada no primeiro momento.

Agora a modelo (Deb) agora tem suas personalidades e lembranças de, mas mantém a inteligência, o círculo social e corpo totalmente fora dos padrões da pessoa em quem reencarnou (Jane).E cá entre nós, Brooke Elliott é ótima no papel. É visível a diferença entre Jane e Deb e a evolução de Deb aceitando o corpo gordo de Jane.

Resumindo, é uma série deliciosa de assistir. Adoro as tiradas de praticamente todos os personagens (e que é raro tanto personagens apaixonantes em uma só série)! E quem gosta do assunto moda/beleza vai adorar as tiradas e sacadas de Deb (que agora é Jane). Tem muita coisa que uma modelo supostamente “burrinha” ensina para um advogada que acha que não precisa da vaidade. Chega a ser esclarecedor em alguns pontos. Acho que toda gordinha deveria assistir!

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Alguém já assistiu?! Indica algo parecido?!


Sou gorda, não um balão

Quando escreví minha coluna para o Falar de Moda sobre a Colecção da C&A inspirada na Preta Gil me controlei muito porque enfim, eu estava escrevendo para um site e não podia usar a linguagem coloquial que uso aqui. Mas aqui o Blog é meu e eu falo a palavra chula que quiser.
Véi, na boa, quando entrei naquela loja e ví aquelas roupas franzidas de péssimo gosto eu sinceramente tive vontade de chorar. Eu não sabia se chorava porque eu não saberia o que escrever na minha coluna mais tarde, ou porque tinha uma magra mentindo pra irmã gorda no telefone: “tem um monte de coisa linda aqui!”. Linda só se for pra jovens senhoras conformadas com as porcarias que o mercado plus size enfia goela a baixo na gente. Pra não dizer quadril a baixo.

O que é isso ein?! O que acontece com os estilistas na hora de fazer roupa pra gorda?! Dá branco?!

Começam a franzir tudo, fazer umas estampas medonhas, deixar tudo frouxo e colocar tudo escuro. Bota largo pra disfarçar a gordura, preto emagrece, franzido disfarça e é a fórmula do sucesso. Só pode ser preguiça gente!

Já falei aqui que chamar de gorda não me ofende e que eu não sou vaidosa, mas caramba, não precisa querer me vestir em balões de festas juninas só porque eu sou gorda e achar que tá tudo bem porque não tá não. Vamos estudar tecidos, ergonomia e modelagem porque é pra isso que universidade de moda serve. Gorda não é tudo igual não.

Vamos parar de botar nas araras umas coleções pôdi dessas que vocês me matam de vergonha.

look do dia

Chapéu – Presente da amiga Carlinha
Blusa – Taco
Short – Program
Sapatilha – Moleca
Ecobag – Jinja


Chamar de Gorda não ofende, tá?!

“Tu não é gorda não amiga, tu é tão linda…”

Quero saber quem foi que falou que o fato de ser gorda exclui o fato de eu ser linda. Sou linda mesmo, tenho um marido que é amarradão em mim, e tenho plena consciência que se eu botar um decotão e uma maquiagem faço cabeças virarem pra me ver passar. Na boa, tô muito melhor que muita magrinha por aí. Sou gorda e não é segredo pra ninguém: é só me ver que qualquer um percebe. Mas a palavra gorda ainda ofende algumas pessoas, principalmente quem diz. A um tempo atrás uma empresária tentou me chamar para ser modelo de uma coleção plus size que ela estava lançando. Eu digo tentou porque a mulher ficou tão cheia de dedos pra me chamar de gordinha que eu não tive coragem de aceitar: se ela não sabe lidar com o público que ela quer atingir esse babado não pode dar certo.

Eu queria ser gorda?! Óbvio que não. Mas hoje eu já não sei se adoraria ser macérrima e entrar em qualquer loja e comprar o que me agrada. O fato de ser gorda limita pra caramba meu guarda-roupa, mas meu corpo sou eu, eu aprendí a me gostar assim. Quando eu acho algo que me agrade já compro vários parecidos e sempre busco a mesma modelagem depois; acho que por isso toda gorda é meio Mônica, sempre com muitos vestidinhos vermelhos no guarda-roupa. Eu gosto disso?! Nem Tanto! Mas vou fazer o que?! Comprar roupas menores que marquem meu corpo e me fazem sair por aí toda amarrada feito um presunto?! Eu me assumo como gorda, procuro roupas para gordas e tento ficar o mais gata que eu puder com o que o mercado me dá (que cá entre nós não andam sendo tão boas opções).

No fim das contas ser gorda não é motivo pra eu me sentir menor. É só uma junção de fatores hormonais + adorar comer + odiar exercícios físicos. Mudar o nome para plus size não vai alterar o sentido, talvez só maquiar um pouquinho. E enquanto gorda eu acho que o mercado poderia olhar com mais carinho pra gente, mas antes disso as próprias gordinhas devem parar de temer essa palavra: gorda!

look do dia plus size

cartela de cores

Camisa: Sem Marca (já usei ela aqui)
Blusinha: Renner (já usei ela aqui)
Calça jeans: C&A
Bolsa: Santa Malagueta (já usei ela aqui)
Lenço: Adquiri no Bazar Desapego
Sapatilha: Via Uno

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