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Série Digna – Drop Dead Diva

BPG Drop Dead Diva

Eu sou daquelas que preciso trabalhar, estudar, fazer trabalhos manuais, ou qualquer outra coisa ouvindo música ou assistindo algo (e de preferência conversando e discutindo com alguém). A maioria das pessoas diz que desconcentra, eu digo que preenche uma espécie de lacuna, fazer uma coisa só me deixa com a sensação de improdutividade e fico inquieta, me levantando o tempo todo. E foi por causa dessa inquietação que cheguei ao Drop Dead Diva. Tem no Netflix, que é meu amigo de todas as horas!

Não vou ficar dando termos técnicos da série. Quando lançou ou quem foram os atores vocês acham fácil no google.

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A série mostra uma garota totalmente dentro dos padrões de beleza (loira, alta, magra, modelo) que sofre um acidente de carro e morre. Mas por conta de uns babado lá, ela retorna no corpo de uma advogada super inteligente, ocupada e NADA vaidosa! Sim, me identifiquei com a advogada no primeiro momento.

Agora a modelo (Deb) agora tem suas personalidades e lembranças de, mas mantém a inteligência, o círculo social e corpo totalmente fora dos padrões da pessoa em quem reencarnou (Jane).E cá entre nós, Brooke Elliott é ótima no papel. É visível a diferença entre Jane e Deb e a evolução de Deb aceitando o corpo gordo de Jane.

Resumindo, é uma série deliciosa de assistir. Adoro as tiradas de praticamente todos os personagens (e que é raro tanto personagens apaixonantes em uma só série)! E quem gosta do assunto moda/beleza vai adorar as tiradas e sacadas de Deb (que agora é Jane). Tem muita coisa que uma modelo supostamente “burrinha” ensina para um advogada que acha que não precisa da vaidade. Chega a ser esclarecedor em alguns pontos. Acho que toda gordinha deveria assistir!

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Alguém já assistiu?! Indica algo parecido?!


Sou gorda, não um balão

Quando escreví minha coluna para o Falar de Moda sobre a Colecção da C&A inspirada na Preta Gil me controlei muito porque enfim, eu estava escrevendo para um site e não podia usar a linguagem coloquial que uso aqui. Mas aqui o Blog é meu e eu falo a palavra chula que quiser.
Véi, na boa, quando entrei naquela loja e ví aquelas roupas franzidas de péssimo gosto eu sinceramente tive vontade de chorar. Eu não sabia se chorava porque eu não saberia o que escrever na minha coluna mais tarde, ou porque tinha uma magra mentindo pra irmã gorda no telefone: “tem um monte de coisa linda aqui!”. Linda só se for pra jovens senhoras conformadas com as porcarias que o mercado plus size enfia goela a baixo na gente. Pra não dizer quadril a baixo.

O que é isso ein?! O que acontece com os estilistas na hora de fazer roupa pra gorda?! Dá branco?!

Começam a franzir tudo, fazer umas estampas medonhas, deixar tudo frouxo e colocar tudo escuro. Bota largo pra disfarçar a gordura, preto emagrece, franzido disfarça e é a fórmula do sucesso. Só pode ser preguiça gente!

Já falei aqui que chamar de gorda não me ofende e que eu não sou vaidosa, mas caramba, não precisa querer me vestir em balões de festas juninas só porque eu sou gorda e achar que tá tudo bem porque não tá não. Vamos estudar tecidos, ergonomia e modelagem porque é pra isso que universidade de moda serve. Gorda não é tudo igual não.

Vamos parar de botar nas araras umas coleções pôdi dessas que vocês me matam de vergonha.

look do dia

Chapéu – Presente da amiga Carlinha
Blusa – Taco
Short – Program
Sapatilha – Moleca
Ecobag – Jinja


Chamar de Gorda não ofende, tá?!

“Tu não é gorda não amiga, tu é tão linda…”

Quero saber quem foi que falou que o fato de ser gorda exclui o fato de eu ser linda. Sou linda mesmo, tenho um marido que é amarradão em mim, e tenho plena consciência que se eu botar um decotão e uma maquiagem faço cabeças virarem pra me ver passar. Na boa, tô muito melhor que muita magrinha por aí. Sou gorda e não é segredo pra ninguém: é só me ver que qualquer um percebe. Mas a palavra gorda ainda ofende algumas pessoas, principalmente quem diz. A um tempo atrás uma empresária tentou me chamar para ser modelo de uma coleção plus size que ela estava lançando. Eu digo tentou porque a mulher ficou tão cheia de dedos pra me chamar de gordinha que eu não tive coragem de aceitar: se ela não sabe lidar com o público que ela quer atingir esse babado não pode dar certo.

Eu queria ser gorda?! Óbvio que não. Mas hoje eu já não sei se adoraria ser macérrima e entrar em qualquer loja e comprar o que me agrada. O fato de ser gorda limita pra caramba meu guarda-roupa, mas meu corpo sou eu, eu aprendí a me gostar assim. Quando eu acho algo que me agrade já compro vários parecidos e sempre busco a mesma modelagem depois; acho que por isso toda gorda é meio Mônica, sempre com muitos vestidinhos vermelhos no guarda-roupa. Eu gosto disso?! Nem Tanto! Mas vou fazer o que?! Comprar roupas menores que marquem meu corpo e me fazem sair por aí toda amarrada feito um presunto?! Eu me assumo como gorda, procuro roupas para gordas e tento ficar o mais gata que eu puder com o que o mercado me dá (que cá entre nós não andam sendo tão boas opções).

No fim das contas ser gorda não é motivo pra eu me sentir menor. É só uma junção de fatores hormonais + adorar comer + odiar exercícios físicos. Mudar o nome para plus size não vai alterar o sentido, talvez só maquiar um pouquinho. E enquanto gorda eu acho que o mercado poderia olhar com mais carinho pra gente, mas antes disso as próprias gordinhas devem parar de temer essa palavra: gorda!

look do dia plus size

cartela de cores

Camisa: Sem Marca (já usei ela aqui)
Blusinha: Renner (já usei ela aqui)
Calça jeans: C&A
Bolsa: Santa Malagueta (já usei ela aqui)
Lenço: Adquiri no Bazar Desapego
Sapatilha: Via Uno

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