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A volta do meu cabelo vermelho

Todo mundo tem uma coisa que a identifica, mesmo que não queira ou não saiba. E tem coisas que identificam aquele momento da sua vida. A minha coisa deve ser o cabelo, tipo um Sansão da tinta.

Da última vez que eu postei eu estava triste, contrariada por deixar meu cabelo vermelho de lado. Me ví envolta de problemas de saúde, financeiros e emocionais. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi mudar o cabelo. Tirei o ruivo e coloquei de volta a cor natural.
Mas as coisas vão se ajeitando, e graças ao universo lindo e maravilhoso, estou vivendo um momento de transição muito especial. Afastei de mim coisas e pessoas que me faziam mal e eu nem sabia. Aproximei de outras pessoas e projetos que eu nem podia imaginar o quanto me acrescentariam.

Re-incorporei o otimismo e sonhos antigos na minha vida!

E o mais incrível é que, assim que me vi mais feliz e animada para a vida senti logo a necessidade de voltar meu cabelo para o vermelho. Além do fato do meu marido nunca ter gostado do meu cabelo preto, talvez porque ele sentisse que algo estava errado emocionalmente com aquele visual.

Meu cabelo voltou, e sinto que voltei com ele. Que eu seja bem vinda de volta!


Em memória do meu cabelo vermelho.

Eu o amava. Desde março de 2009 ele me acompanhava. Já fazia parte da minha identidade. Eu era invejada e elogiada.
Eu cuidava dele, ele fazia parte de mim.
Não era fácil cuidar, dava trabalho. Inúmeras vezes pensei em desistir, mas ele fazia parte de mim. Amava minha ruivisse.

Agora precisei abrir mão dela. Um tanto contrariada, mas era o momento de deixá-la. Pelo menos temporariamente.
Doeu.
Não era só a cor do meu cabelo, eu me identificava com ele caramba!

Mas foi bom. É bom mudar. Minha mãe diz que uma mulher bonita fica bonita de qualquer jeito, até com a cabeça raspada.
E eu recebi elogios com meu novo corte de cabelo, me senti essa mulher bonita que é bonita de qualquer jeito.

 

E no mais, é só cabelo. Ele vai ter que crescer, porque meu marido não gostou muito assim não.


O mundo ainda não está preparado para nossa beleza fofa

Quem me acompanha no twitter e no facebook sabe que ontem fiquei muito ofendida com o tratamento absurdo de uma loja que me atendeu super mal. Não, não tenho provas, mas as vendedoras me olharam de cima a baixo e ficou óbvio (pra mim) que não haveria nada na loja para o meu tamanho. E eu saí de lá terrivelmente humilhada enquanto duas vendedoras babavam uma única cliente magérrima.

Ok gente! Eu sei que sou linda, e também já disse aqui que chamar de gorda não ofende, então sem essa de “nem te acho gorda“. Lógico que é o estabelecimento que tem que ter vergonha de me tratar mal, mas na hora a humilhação é tão grande que você só pensa em ir embora. Quer lá reclamar com gerente coisa nenhuma!!!

A verdade é que nem as lojas e nem a sociedade está preparada para lidar com as gordinhas. Se chama de gorda, ou se chama se chama de gordinha, ou se chama de plus size, ou se chama de coisa nenhuma. E as lojas não sabem se tratam como um segmento diferenciado ou se inserem números maiores nas suas araras permeadas de 38. Nem preparam vendedoras vacas como essas para atender direito mulheres que entram em estabelecimentos como esses, mesmo que lá não tenha seu tamanho. E se eu fosse uma doida que viesse aqui escraxar o nome da loja e fazer escândalo?!

O mundo não está preparado para as gordas, mesmo se nós formos lindas e gostosas. Ou eu emagreço ou faço a egípcia pra esse tipo de situação. E devo confessar que não foi fácil.

Look do dia Look do dia cartela de cores

Vestido: Hering
Brinco: Vendedor ambunlante em Jericoacoara
Sapatilha: Feira da Lua (Goiânia)
Bracelete: Forever 21


Dá pra ter opinião em tempos de redes sociais e super-exposição?!

Redes Sociais Opinião

Como diz o ditado popular: o que seria do verde se todos gostassem do azul?!

Eu sempre fui pessoa de personalidade forte, de achar e falar demais. Em contrapartida não sou mais alguém que se meta em confusões e goste de brigar ou dicutir, só gosto de ter e defender um ponto de vista. Ok, não sou e nunca fui delicada. E isso não era um problema tão grande antes dessa presença das redes sociais de forma tão gritante em nossas vidas. Cada vez mais eu me deparo com afirmações do tipo: “te conheço de facebook”, “te sigo no twitter”, “já ví teu blog”.

A tendência, pelo menos a minha tendência, é que nas redes sociais eu seja uma extensão do que eu sou off line. Eu sou uma pessoa de gênio forte, com opiniões, pouco delicada, muito caseira e de humor ácido; então é comum que nas minhas redes sociais você encontre essas características em fotos da minha família, piadinhas ambíguas, ironia e um tanto de idiotice intencional. EU sou assim.

Mas o que acontece é que ter opinião e personalidade parece não ser bem aceito. A cada posicionamento sempre aparece um cidadão disposto a torcer o nariz. Veja bem que não é preciso me amar, mas se eu tenho um posicionamento diferente do seu você não precisa ser ríspido, mal educado ou achar que eu sou uma péssima pessoa. Adoro viver em uma democracia aonde temos todo o direito de falar, mesmo que estejamos completamente equivocados.

Uma vez fui chamada atenção por sugerir à uma amiga minha que não seguisse certa pessoa no twitter, e essa pessoa tinha uma rede de contatos e não sei o que mais lá… Atente para o fato que eu não disse que o cara era feio, cretino ou fedido, só disse que ele não era uma boa opção para se seguir na rede social twitter. Eu não posso ter uma opinião sobre o fato dele twittar besteiras?! Ele pode ser um cara gente boa, eu até o ouvi palestrando e ele realmente parece ser um cara muito sensacional, mas no twitter é um chato. Tenho vários amigos pessoais que twittam besteiras e eu já deixei de seguir por causa disso, e se alguém me perguntar eu vou me dizer pra vocês não seguirem. Mas é claro, se quiserem seguir o problema é de vocês. Inclusive tenho amigo que já me deu unfollow no twitter a mais de ano! Verdade verdadeira.

A tentativa de agradar o outro precisa mesmo ser tão escancarada a ponto de todo mundo parecer bobo, lindo e simpático?! Que chato  ein gente! Dou conta não, digo logo!

Uma pessoa inteligente e sensata ouve as opiniões alheias e suga delas o que convém. Divergir com respeito e categoria é essencial em pessoas boas de discurso e de escrita. Saber respeitar as opiniões e o espaço do outro é mais do que questão de educação, é uma necessidade nesse mundo onde a gente tá cada vez mais próximo. Pena que a realidade seja outra.

*Veja bem que eu não tô falando que tá todo mundo esteja livre pra emitir opinião sobre a mãe dos outros! Bom senso existe, ou deveria existir.

Meu Instagram é @jademaranhao. Mas quem não tem Instagram pode me seguir no twitter e no facebook.

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