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Obrigada meu amor

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Já me perguntaram muitas vezes se eu me arrependi de me casar. Não, não me arrependo. Nem na época que passamos por coisas bem ruins e consideramos a possibilidade de não ficarmos mais juntos, eu não me arrependi.

Ele não me compreende na grande maioria do tempo. Nós somos completamente diferentes, com visões de mundo distintas, criações bem distantes. Uma receita pra não dar certo, mas deu. Na minha casa se discute de tudo: religião, aborto, política, homofobia, novela e música.
Ele é católico e eu agnóstica.
Ele conservador e eu “reaça“.
Ele machista e eu feminista.
Ele de esquerda e eu sem posição definida.
Ele flamenguista e eu torcendo pra qualquer time que jogue contra o flamengo.
Não suporto as músicas que ele escuta, e vice versa.
E dá certo. Nunca falta assunto na minha casa. A gente comenta tudo, discorda e dá tudo certo. Ele me provou que tudo se discute, só não se discute com gente idiota.

É um companheiro. Quase nunca entende meus sentimentos e medos, mas está aqui pra mim mesmo assim. Me chama pra razão, me apoia nos 814 mil projetos malucos que eu já me joguei e tenta não me julgar quando não dá certo. Bem longe (mesmo!) de ser o homem mais doce do mundo, nunca deixa de demonstrar amor sempre que pode.

Um eterno apaixonado. Por mim.

E hoje, no aniversário dele, quem ganha presente sou eu. Tenho alguém pro que der e vier, que se sacrifica para que meus dias sejam melhores. Estou aqui pra ele também, mas tenho consciência que não é com a mesma força e racionalidade. Se ele não tivesse entrado na minha vida eu não teria evoluído tanto de tantas maneiras diferentes. Eu não seria tão melhor como sou hoje.

Ele é a prova que os brutos amam, apoiam e levam café na cama.
Sim, é tudo sobre mim. Porque eu não sei bem o que eu trago de bom para a vida dele, mas sei que ele salva a minha todas as manhãs.

Obrigada Duan.
Eu te amo.

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A volta do meu cabelo vermelho

Todo mundo tem uma coisa que a identifica, mesmo que não queira ou não saiba. E tem coisas que identificam aquele momento da sua vida. A minha coisa deve ser o cabelo, tipo um Sansão da tinta.

Da última vez que eu postei eu estava triste, contrariada por deixar meu cabelo vermelho de lado. Me ví envolta de problemas de saúde, financeiros e emocionais. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi mudar o cabelo. Tirei o ruivo e coloquei de volta a cor natural.
Mas as coisas vão se ajeitando, e graças ao universo lindo e maravilhoso, estou vivendo um momento de transição muito especial. Afastei de mim coisas e pessoas que me faziam mal e eu nem sabia. Aproximei de outras pessoas e projetos que eu nem podia imaginar o quanto me acrescentariam.

Re-incorporei o otimismo e sonhos antigos na minha vida!

E o mais incrível é que, assim que me vi mais feliz e animada para a vida senti logo a necessidade de voltar meu cabelo para o vermelho. Além do fato do meu marido nunca ter gostado do meu cabelo preto, talvez porque ele sentisse que algo estava errado emocionalmente com aquele visual.

Meu cabelo voltou, e sinto que voltei com ele. Que eu seja bem vinda de volta!


Em memória do meu cabelo vermelho.

Eu o amava. Desde março de 2009 ele me acompanhava. Já fazia parte da minha identidade. Eu era invejada e elogiada.
Eu cuidava dele, ele fazia parte de mim.
Não era fácil cuidar, dava trabalho. Inúmeras vezes pensei em desistir, mas ele fazia parte de mim. Amava minha ruivisse.

Agora precisei abrir mão dela. Um tanto contrariada, mas era o momento de deixá-la. Pelo menos temporariamente.
Doeu.
Não era só a cor do meu cabelo, eu me identificava com ele caramba!

Mas foi bom. É bom mudar. Minha mãe diz que uma mulher bonita fica bonita de qualquer jeito, até com a cabeça raspada.
E eu recebi elogios com meu novo corte de cabelo, me senti essa mulher bonita que é bonita de qualquer jeito.

 

E no mais, é só cabelo. Ele vai ter que crescer, porque meu marido não gostou muito assim não.


O mundo ainda não está preparado para nossa beleza fofa

Quem me acompanha no twitter e no facebook sabe que ontem fiquei muito ofendida com o tratamento absurdo de uma loja que me atendeu super mal. Não, não tenho provas, mas as vendedoras me olharam de cima a baixo e ficou óbvio (pra mim) que não haveria nada na loja para o meu tamanho. E eu saí de lá terrivelmente humilhada enquanto duas vendedoras babavam uma única cliente magérrima.

Ok gente! Eu sei que sou linda, e também já disse aqui que chamar de gorda não ofende, então sem essa de “nem te acho gorda“. Lógico que é o estabelecimento que tem que ter vergonha de me tratar mal, mas na hora a humilhação é tão grande que você só pensa em ir embora. Quer lá reclamar com gerente coisa nenhuma!!!

A verdade é que nem as lojas e nem a sociedade está preparada para lidar com as gordinhas. Se chama de gorda, ou se chama se chama de gordinha, ou se chama de plus size, ou se chama de coisa nenhuma. E as lojas não sabem se tratam como um segmento diferenciado ou se inserem números maiores nas suas araras permeadas de 38. Nem preparam vendedoras vacas como essas para atender direito mulheres que entram em estabelecimentos como esses, mesmo que lá não tenha seu tamanho. E se eu fosse uma doida que viesse aqui escraxar o nome da loja e fazer escândalo?!

O mundo não está preparado para as gordas, mesmo se nós formos lindas e gostosas. Ou eu emagreço ou faço a egípcia pra esse tipo de situação. E devo confessar que não foi fácil.

Look do dia Look do dia cartela de cores

Vestido: Hering
Brinco: Vendedor ambunlante em Jericoacoara
Sapatilha: Feira da Lua (Goiânia)
Bracelete: Forever 21

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