Wednesday February 13th, 2013 23:12 Em memória do meu cabelo vermelho.

Eu o amava. Desde março de 2009 ele me acompanhava. Já fazia parte da minha identidade. Eu era invejada e elogiada.
Eu cuidava dele, ele fazia parte de mim.
Não era fácil cuidar, dava trabalho. Inúmeras vezes pensei em desistir, mas ele fazia parte de mim. Amava minha ruivisse.

Agora precisei abrir mão dela. Um tanto contrariada, mas era o momento de deixá-la. Pelo menos temporariamente.
Doeu.
Não era só a cor do meu cabelo, eu me identificava com ele caramba!

Mas foi bom. É bom mudar. Minha mãe diz que uma mulher bonita fica bonita de qualquer jeito, até com a cabeça raspada.
E eu recebi elogios com meu novo corte de cabelo, me senti essa mulher bonita que é bonita de qualquer jeito.

 

E no mais, é só cabelo. Ele vai ter que crescer, porque meu marido não gostou muito assim não.

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Wednesday November 7th, 2012 23:35 Você está aproveitando a sua vida?

Diferente dos outros posts, esse não vai ser engraçado, muito menos curto. Nesse eu vou falar de uma lição que aprendi essa semana, e que todo mundo deveria aprender, o quanto antes.

Eu sou órfão de pai, desde os meus 7 anos (atualmente tenho 25). Minha mãe criou sozinha a mim e ao meu irmão, uma guerreira, sério, o Aragorn não duraria cinco minutos contra a minha coroa. Nossa vida sempre um tanto quanto difícil, graças a Deus nunca passamos necessidades, mas apertos, sufocos e afins…Ah, esses tivemos aos montes. Tive que aprender muito cedo o significado da palavra “preocupação”. Cresci assistindo minha mãe fazendo o possível e o impossível para que nada nos faltasse, implacável, indestrutível, incansável…

Procrastinação? Desânimo? Tristeza? Bem, essas palavras não faziam parte do vocabulário dela, 25 anos “nos couros”  e eu nunca vi minha mãe reclamar de uma coisa sequer em relação a vida dela, nem mesmo da morte precoce do marido que ela tanto amava. Reclamava de sujeira, da bagunça, das notas baixas…mas da vida? da família? do trabalho? Não, de forma alguma.

O tempo passou…Eu? Eu me formei, arrumei um bom emprego, ainda não era casado na época….Meu irmão entrou na faculdade, conseguiu um estágio…E a minha mãe? Bem…a minha guerreira finalmente cansou. Isso foi a uns 4 anos atrás, um dia ela não estava se sentindo muito bem, nós a levamos ao médico e depois de uma série de exames, descobrimos que não era problema com o corpo e sim com a mente.

Naquela época eu tinha uma visão bem errada sobre depressão, na minha cabeça aquilo era doença de rico, de gente que tinha tudo e não sabia como aproveitar…É, eu estava errado, mas veja bem, eu estou falando de depressão de verdade…não daquela sua tristezinha porque aquele rapaz comeu você e desapareceu, não daquela derrota do seu time que te deixou pra baixo, e não daquele desânimo que você sente porque tem que acordar cedo…

A princípio eu não quis acreditar, como pode aquilo acontecer?! Justamente quando estava TUDO BEM, sem mais apertos, sem mais preocupações gigantescas, quando finalmente ela poderia contar com a ajuda dos filhos em relação as despesas que tantas vezes tiravam o sono…Passei alguns dias meio que paralisado, sem chão…

O tratamento é ruim, é árduo, é longo…atinge que está passando por ela, e também (e como) quem está em volta. Foi um período difícil, infeliz, e difícil de acreditar que estava acontecendo. Foi então que eu comecei a mudar a minha visão em relação a vida…

Mais tempo se passou, os remédios pararam, e aparentemente a doença simplesmente foi embora. A paz e alegria pareciam reinar novamente.

Eu? Eu me casei com uma mulher maravilhosa, sou sócio de uma boa empresa, meu irmão está quase se formando tem um trabalho fixo e promissor. Tudo o que sempre minha mãe sonhou…

Há alguns dias, o pesadelo voltou! É meus amigos, fomos surpreendidos novamente. Ela teve um nova crise, e ficou igualzinha como há alguns anos atrás. Mas dessa vez agimos mais rápido, fizemos como manda o figurino. Já sabíamos a causa e como iniciar o tratamento o mais rápido possível. E com o que? Remédios são necessários, infelizmente, mas a principal arma dessa vez, se chama ALEGRIA. Minha mãe tirou uma licença do trabalho e foi passar alguns dias com a família. Falei com ela hoje, e olha, é OUTRA PESSOA, está contente, falante, esperançosa. Sabemos que infelizmente isso não significa cura, que teremos que ser cautelosos, que teremos que continuar indo aos especialistas. Mas uma coisa é certa, esses poucos dias que ela está com a família deram MUITO mais resultado do que os remédios deram da primeira vez, que infelizmente ela não quis tirar licença na época.

O que aprendi com tudo isso?! Aprendi que acima de qualquer preocupação, a gente tem que ser feliz, tem que ter prazer na vida, tem que viver…não adie a suas alegrias…lute, mas saiba a hora em que a batalha termina, pois todas elas terminam. Sempre tem uma bonança entre uma tempestade o outra, aproveite esses intervalos. Vá ao cinema, a praia, visite os amigos e a família, faça coisas que façam você se sentir vivo. Sempre deve existir um tempo para se fazer isso, até a pessoa mais ocupada do mundo, tem um intervalo. Não espere a vida passar, porque ela passa, e sem pedir licença. Porque uma hora, até o guerreiro mais incansável, vai cansar.

marido

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Monday October 8th, 2012 17:58 Maquiagem by Patatí Patatá

Ao contrário da maioria dos meus amigos, eu sempre achei bacana mulher com bastante maquiagem. Além de ficar mais bonita, a mulher passa a impressão de ser mais vaidosa, mais cuidadosa consigo mesma, e as chances dela ter mais pêlos pelo corpo do que o Chewbacca diminuem drasticamente.

 chewbacca
O grande problema com o excesso de maquiagem é que às vezes nós homens acordamos com uma mulher feia pra caralho que era bonita há algumas horas atrás às vezes a moçoila parece que saiu do camarim do Patati Patatá, ou caiu acidentalmente dentro de um contêiner de Farinha de Trigo Dona Benta Com Fermento, ou até mesmo que atearem fogo na cara dela e tentaram apagar com machadadas.
patati_patata
Eu não sei o de vocês, mas o espelho da minha casa funciona bem pra caramba, sei disso porque todas as vezes que me olho nele estou feio pra caralho.
Bom, se a culpa não é do espelho…só pode ser daquela sua “amiga”, aquela mesma, que vai te “ajudar” a fazer uma ~make babado~ para você ser a rainha da pista. Olha, eu não sou PhD em antropologia, mas acho que não precisa ser um gênio para saber que NEM RECEBENDO UMA ORDEM DIRETA DE ODIN, uma mulher vai ajudar outra a ficar mais bonita do que ela, ou seja, se sua ~best~ estiver feia e te propor ajuda…corra Forrest, corra.
amiga-zuera
Então, SUAS LINDA, existe uma linha bem tênue entre estar pronta para o ~glamour~ ou pronta para o picadeiro. Fiquem ligadinhas.
marido
, In: Marido PalpiteiroNo Comments

Monday September 24th, 2012 10:25 Adotar um animal: quem ganhou fui eu!

Quando eu vi no blog da Liliane Ferrari que hoje tinha postagem coletiva sobre guarda responsável de animais, eu me senti imediatamente dentro dessa. Não sei se vocês perceberam, mas o meu blog é em homenagem à minha gata, outrora “gata de rua” e agora minha gata, a Frida.

Sempre tem aquele estereótipo de que gatos são vilões, de que gostam é da casa e não da gente, que só nos procuram quando querem… BALELA! Gatos são maravilhosos, independentes e carinhosos. São diferentes de cachorros, mas são maravilhosos. A Frida é a alegria da minha casa, até meu marido que a princípio era contra, hoje pergunta se ela vai viver mil anos. É impossível imaginar minha família sem a Frida.

E na casa da minha mãe tem o potó. Ele era aquele cachorrinho da rua que a vizinhança toda dá comida. Um dia eu e minha mãe passamos e ele tava com aquela carinha de sofrimento sem tamanho. A gente levou no veterinário e ele tava com cinco costelinhas quebradas, e o abrigo temporário na casa da minha mãe virou um lar e hoje ele é um dos chamegos da casa!

A outra chamego é a Mona. É a unica que não veio da rua, foi presente de um ex namorado atual amigo.

Todos os meus amores, filhos de quatro patas me dão mais do que as rações e banhos que lhes dedico.  São filhos mesmo, não dá pra viajar ou passar muito tempo longe sem pensar em como eles vão comer ou ter seus cantinhos limpos. A gente enlouquece quando eles ficam doentes e ás vezes até gasta tubos de dinheiros com remédios se necessário. Eu sou responsável pela vida deles e eles são responsáveis por me dar amor incondicional. Uma troca justa.

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Jade Maranhão
, estudante de Moda, Fotografia e Marketing Digital. Mudo tanto que ás vezes nem sei me definir. Não me considero indecisa, acho mesmo que tenho sorte de poder experimentar. Casada e cozinheira nas horas vagas. Gorda, não plus size. Cabelo liso sem chapinha.



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